
A primeira COP a ser realizada no coração da Amazônia começa grandiosa, assim como a maior floresta tropical do mundo: nada menos do que 194 delegações de países mais a União Européia toparam participar e estão inscritas para negociar de que forma o planeta vai lidar com as mudanças climáticas nos próximos anos.
A conferência ganhou impulso, nos últimos dias, com a realização, também em Belém, da Cúpula do Clima, com a presença chefes de Estado, de governo e representantes de alto nível. Com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a organização conseguiu engajar a participação de muitos países que ainda titubeavam em participar. A partir de agora o que se discutirá será um consenso para ações práticas que possam frear o risco iminente de o planeta passar a conviver de forma permanente com temperaturas cada vez mais altas.
A adesão em massa dos países mostra um enfraquecimento das políticas negacionistas de Donald Trump, que, além de não comparecer, criticou publicamente, neste fim de semana, a construção de uma estrada em Belém para a realização da conferência. No sábado, 8, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, classificou a COP30 como uma conferência “prejudicial e equivocada”.
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No entanto, parece que a Casa Branca está esperneando sozinha. Nem mesmo dentro dos Estados Unidos esta postura negacionista é um consenso.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, do Partido Democrata, já está no Brasil e em breve desembarca em Belém. Newson afirmou estar chocado com a ausência de Trump na COP30. “Enquanto o presidente dos Estados Unidos vira as costas para as pessoas e para o planeta, a Califórnia está firmando parcerias globais focadas na criação de empregos e na redução da poluição tóxica“, disse Newsom, em comunicado.
A California é o terceiro maior Estado do país e o mais populoso, com cerca de 40 milhões de habitantes.
CARTA
O embaixador André Corrêa do Lago, presidente designado da COP30, divulgou neste sábado (8) sua ultima carta aberta à comunidade internacional, conclamando governos, instituições e atores globais a responder à mudança do clima com ação. Mais do que a participação, o embaixador pede que esta seja, por fim, a COP da implementação.
Ele endossou o que disse o presidente Lula em seu discurso de abertura da conferência: “A COP30 é a COP da verdade”.




