A Polícia Científica de São Paulo realiza coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas para ampliar as chances de identificação e localização de casos sem resposta. A iniciativa integra uma mobilização nacional voltada ao fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos.
O objetivo é comparar o material genético de familiares com perfis já armazenados em bancos de dados oficiais. Esse cruzamento pode ajudar na identificação de restos mortais, pessoas sem identificação e casos antigos de desaparecimento registrados em diferentes estados.
Segundo a Polícia Científica, o material é coletado de forma simples, rápida e segura. A coleta pode ser feita por células da mucosa oral, com um cotonete passado na parte interna da bochecha, ou por uma pequena gota de sangue retirada do dedo.
Familiares de primeiro grau têm prioridade para a coleta, como pai, mãe, filhos e irmãos biológicos da pessoa desaparecida. Também é recomendado que, quando possível, pelo menos dois familiares participem, aumentando a precisão da comparação genética.
Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto e o boletim de ocorrência de desaparecimento. A família também pode levar objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes, dente guardado ou amostra de cordão umbilical.
A iniciativa tem impacto direto para famílias que convivem com a incerteza sobre o paradeiro de parentes desaparecidos. Em muitos casos, o banco genético é uma ferramenta decisiva para dar respostas a investigações antigas, confirmar identidades e permitir encaminhamentos legais e humanitários.
Em São Paulo, a coleta é feita em unidades do Instituto Médico-Legal e pontos definidos pela Polícia Científica. O trabalho também conta com apoio da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, que pode realizar busca ativa junto a famílias de casos em investigação.
Serviço ao leitor: familiares de pessoas desaparecidas devem registrar boletim de ocorrência e procurar os canais oficiais da Polícia Civil e da Polícia Científica para verificar o ponto de coleta de DNA mais próximo. Em caso de desaparecimento recente, não é necessário esperar 24 horas para comunicar a polícia. O registro pode ser feito presencialmente em uma delegacia ou pela Delegacia Eletrônica, quando disponível. Informações que possam ajudar na localização de desaparecidos também podem ser repassadas pelo Disque Denúncia 181.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
O trabalho conjunto une a investigação policial e a perícia técnico-científica para ampliar as possibilidades de identificação
