Proposta responsabiliza plataformas digitais e segue para votação em Plenário

A Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou o Projeto de Lei 257/2024, que proíbe o uso de inteligência artificial para a criação de “deep nudes”, imagens manipuladas que simulam nudez a partir de fotos reais.

A proposta é de autoria da deputada Marta Costa (PSD) e ainda precisa ser votada em Plenário antes de eventual sanção para se tornar lei.

O texto prevê a proibição do desenvolvimento, da distribuição, da promoção ou do uso de sistemas de inteligência artificial destinados à criação desse tipo de conteúdo. Também estabelece responsabilização das plataformas digitais pela detecção e remoção das imagens irregulares.

O que são “deepfake” e “deep nude”?

Deepfake

Tecnologia baseada em inteligência artificial que utiliza redes neurais para substituir rostos, vozes ou gestos em vídeos e imagens, criando conteúdos falsos com alto grau de realismo.

Pode ser usada para:

  • entretenimento
  • simulações
  • manipulações políticas
  • fraudes digitais

Deep nude

É um tipo específico de deepfake que:

  • altera fotos reais
  • cria imagens falsas de nudez
  • normalmente sem consentimento da pessoa retratada

Essa prática pode configurar:

  • violação de privacidade
  • dano moral
  • violência digital
  • crime, dependendo da legislação aplicada

Debate sobre regulação da inteligência artificial

O avanço do PL 257/2024 ocorre em um momento em que o Brasil discute regras mais amplas para o uso da inteligência artificial.

No Congresso Nacional tramitam propostas relacionadas à responsabilização de plataformas, transparência algorítmica, uso de IA em campanhas eleitorais e proteção de dados.

Especialistas apontam que o desafio é equilibrar inovação tecnológica e proteção de direitos fundamentais.

Situação atual do projeto

O texto ainda não é lei. A proposta segue em tramitação e depende de aprovação em Plenário antes de eventual sanção.

📸 Foto: Patricia Domingos

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Jornalista com especialização em Jornalismo Político e Consultoria e Certificação Ambiental, além de formação concluída em Jornalismo Investigativo pela Abraji. Atualmente, continua seus estudos em comunicação e crises públicas e privadas, ampliando sua atuação em áreas estratégicas da informação. Com uma escrita analítica, ética e profundamente conectada à realidade, constrói narrativas que vão além do óbvio, explorando os bastidores do poder e os impactos sociais da informação. Vinicius Mororó – Jornalista Atípico

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