Secretaria de Saúde intensifica ações educativas; município registrou dois casos da doença em 2025

Janeiro é o mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase, doença infecciosa crônica que ainda enfrenta estigmas, mas que tem tratamento gratuito e cura garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em Cotia, a Secretaria de Saúde de Cotia aproveita o Janeiro Roxo para reforçar informações, incentivar o diagnóstico precoce e orientar a população.

De acordo com a Secretaria, dois casos de hanseníase foram registrados no município em 2025. Ambos os pacientes seguem em tratamento e, até o momento, não há estimativa de novos atendimentos para este ano. O município segue os protocolos do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, além de contar com fluxo municipal específico para o atendimento da doença.

O que é a hanseníase

Segundo a médica Deise Tanzi Ulmann, da Secretaria de Saúde de Cotia, a hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos.

Entre os principais sintomas estão:

  • Manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas na pele, com diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, dor e tato
  • Formigamento ou dormência nas mãos e pés
  • Fraqueza muscular
  • Nódulos e feridas que demoram a cicatrizar

Transmissão e prevenção

A médica explica que a transmissão ocorre, principalmente, pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa doente que ainda não iniciou o tratamento, por meio de gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. A hanseníase não é transmitida por aperto de mão, abraço ou compartilhamento de objetos.

A prevenção está diretamente relacionada ao diagnóstico precoce, ao tratamento adequado dos casos confirmados e ao acompanhamento dos contatos próximos.

Tratamento e cura

O tratamento da hanseníase é realizado gratuitamente pelo SUS, por meio da poliquimioterapia, que consiste no uso combinado de antibióticos. O tratamento é eficaz e curativo. Após o início da medicação, a pessoa deixa de transmitir a doença.

A porta de entrada para casos suspeitos são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Os pacientes confirmados recebem acompanhamento médico e retiram a medicação na Referência Municipal para Hanseníase, no SAE/CTA (Serviço de Atendimento Especializado e Centro de Testagem e Aconselhamento).

Ações do Janeiro Roxo

Durante o mês de janeiro, a Secretaria de Saúde realiza a campanha “Hanseníase – Quem trata, cura!”, com ações que incluem:

  • Atividades de busca ativa
  • Palestras educativas
  • Panfletagem informativa
  • Aplicação de questionários de suspeição da hanseníase em todas as unidades de saúde

O objetivo é alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença, além de sensibilizar os profissionais de saúde para a detecção precoce, evitando complicações e interrompendo a cadeia de transmissão.

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Jornalista com especialização em Jornalismo Político e Consultoria e Certificação Ambiental, além de formação concluída em Jornalismo Investigativo pela Abraji. Atualmente, continua seus estudos em comunicação e crises públicas e privadas, ampliando sua atuação em áreas estratégicas da informação. Com uma escrita analítica, ética e profundamente conectada à realidade, constrói narrativas que vão além do óbvio, explorando os bastidores do poder e os impactos sociais da informação. Vinicius Mororó – Jornalista Atípico

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