Notícia-crime protocolada por Adrilles Jorge solicita apuração de possível tentativa de homicídio, dano ao patrimônio público, associação criminosa e uso irregular de artefato explosivo.
O vereador de São Paulo Adrilles Jorge (União Brasil) protocolou uma notícia-crime no Ministério Público de São Paulo pedindo a investigação de atos de violência registrados durante uma ocupação na Universidade de São Paulo, no campus Butantã. O episódio ocorreu no dia 8 de junho, após o encerramento de uma greve estudantil, e terminou com intervenção da Polícia Militar para a desocupação do prédio.
Segundo a representação apresentada pelo parlamentar, houve depredação de patrimônio público, agressões contra servidores e o lançamento de um rojão em direção a policiais militares e agentes de segurança que atuavam na contenção do tumulto. A notícia-crime pede que o Ministério Público apure a autoria dos atos e avalie a eventual prática de crimes.
Entre os delitos apontados no documento estão possível tentativa de homicídio, lesão corporal grave, dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa e eventual emprego irregular de artefato explosivo. A representação sustenta que, a depender da perícia sobre o artefato e das circunstâncias do lançamento, a conduta pode ser analisada como crime doloso contra a vida.
Adrilles afirma que a violência não pode ser confundida com manifestação legítima. Para o vereador, ataques contra agentes públicos, depredação de patrimônio e uso de artefatos que possam colocar pessoas em risco exigem apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos.
O caso agora depende da análise do Ministério Público, que poderá decidir pela abertura de procedimento investigatório, solicitar novas diligências ou encaminhar o caso às autoridades competentes. Até a conclusão da apuração, os fatos seguem sendo tratados como suspeitas apontadas na notícia-crime.
A USP é uma universidade pública e, por isso, eventuais danos ao patrimônio ou agressões contra servidores durante manifestações têm impacto direto sobre a segurança institucional, a rotina acadêmica e o uso de espaços mantidos com recursos públicos. A investigação deve esclarecer as responsabilidades individuais e separar manifestação legítima de possíveis práticas criminosas.
O parlamentar também pediu que os responsáveis sejam identificados e, caso as acusações sejam confirmadas pelas autoridades, respondam conforme a legislação penal. A apuração seguirá sob responsabilidade dos órgãos competentes, com garantia do devido processo legal e direito de defesa aos investigados.
