Por Vinicius Mororó – Jornalista Atípico 📸 Imagem: Lyon Santos/ MDS
Relatório do PNUD aponta que o país chegou ao patamar de muito alto desenvolvimento humano em 2024, com avanço puxado pela educação, renda e longevidade.
O Brasil atingiu, em 2024, o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal da sua história. Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o país chegou a 0,805 no IDHM, em uma escala que vai de 0 a 1, entrando pela primeira vez na faixa de muito alto desenvolvimento humano.
De acordo com o relatório Radar IDHM: Evolução do IDHM e de Seus Componentes, Período de 2012 a 2024, o índice brasileiro subiu de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024. O componente de educação foi um dos principais destaques do levantamento, passando de 0,679 para 0,798 no período analisado.
O Bolsa Família é apontado pelo PNUD como uma das políticas públicas que contribuíram para esse avanço. Além da transferência de renda, o programa exige que crianças e adolescentes de famílias beneficiárias estejam matriculados e mantenham frequência escolar mínima. Para crianças de quatro a seis anos incompletos, a exigência é de 60% de frequência; para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos que ainda não concluíram a educação básica, a frequência mínima é de 75%.
O impacto prático está na permanência de estudantes de baixa renda na escola e na redução de barreiras que afastam crianças e adolescentes da educação. O programa também inclui condicionalidades na área da saúde: crianças menores de sete anos devem manter a vacinação em dia e realizar acompanhamento nutricional, enquanto gestantes precisam cumprir o pré-natal regularmente.
Com o novo resultado, o Brasil passa a integrar o grupo de países com muito alto desenvolvimento humano, classificação aplicada quando o índice atinge ou supera 0,800. O avanço indica melhora em dimensões centrais da qualidade de vida, como renda, escolaridade e longevidade, mas também reforça a importância da continuidade de políticas públicas voltadas à população de baixa renda.
