Por Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Relato compartilhado por uma mãe atípica expõe a dor da exclusão e reforça a importância da empatia, da informação e da inclusão nas escolas.
Um vídeo compartilhado pelo perfil @maica_e_miguelanjoazul emocionou internautas ao trazer o relato de uma mãe sobre uma frase dita pelo filho autista. Segundo ela, a criança perguntou se mudaria de escola e, ao receber a resposta positiva, disse: “Na outra escola eu não vou falar que sou autista… porque autista não tem amigo.”
A declaração revela uma realidade dolorosa enfrentada por muitas famílias atípicas: o medo da rejeição. Para uma criança, sentir que precisa esconder quem é para ser aceita mostra que a inclusão ainda não acontece de forma plena em muitos ambientes sociais e escolares.
O relato também chama atenção para um ponto central: ser autista não é o problema. O problema está na falta de empatia, de informação e de preparo da sociedade para acolher as diferenças. Quando uma criança associa sua condição à solidão ou à ausência de amigos, o impacto emocional ultrapassa a família e se torna uma responsabilidade coletiva.
A escola, os colegas, os profissionais da educação e a comunidade têm papel essencial na construção de ambientes mais acolhedores. Inclusão não significa apenas permitir que a criança esteja presente no mesmo espaço, mas garantir respeito, convivência, escuta e pertencimento.
O vídeo reforça a importância da conscientização sobre o autismo e da necessidade de combater preconceitos desde cedo. Crianças autistas não devem ser ensinadas a se esconder. Elas devem ser acolhidas como são, com suas características, formas de comunicação, sensibilidades, talentos e necessidades.
A mensagem compartilhada pela mãe é simples, mas urgente: nenhuma criança deveria acreditar que precisa esconder sua identidade para ter amigos. A verdadeira inclusão começa quando a sociedade deixa de tratar a diferença como obstáculo e passa a enxergar cada criança com dignidade, respeito e humanidade.

